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Cinco cenas sensuais em romances de época – minhas favoritas

Eu confesso: leio romances para ver os casais se pegarem. Espero ansiosamente o primeiro toque, o beijo, a tão esperada primeira vez. Nos romances de época essa construção costuma ser mais lenta, mais romântica e exatamente do jeito que gosto.

Nessa postagem, teremos as 5 cenas sensuais que mais marcaram minhas leituras no universo dos romances de época. Lembrando que não passei nem perto de esgotar o imenso universo de livros publicados no gênero e essas cenas refletem o meu gosto pessoal dentro daquilo que já li.

Atenção! As cenas abaixo podem ser consideradas spoilers leves dos livros mencionados, que são:

5 – O Conde Enfeitiçado – Julia Quinn
4 – Uma Herdeira Apaixonada – Lisa Kleypas
3 – Uma Semana para se Perder – Tessa Dare
2 – O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt
1 – Uma Duquesa Qualquer – Tessa Dare

5 – Michael e Francesca em O Conde Enfeitiçado – a cena com a frase mais icônica dos hots de época: Michael não é um pônei dócil.

Autoexplicativa. Julia Quinn estava devassa quando criou esse conde.

– Mas isso apresenta outras perguntas, ainda – continuou ele. – Quer se recostar e permitir que eu me ajoelhe entre as suas pernas ou ficar em cima de mim e se abaixar sobre a minha boca?
– Ah, meu Deus!
Ela não sabia. Simplesmente não conseguia decidir.
– Ou – prosseguiu ele, pensativo – poderia me levar à sua boca. Eu, com certeza, adoraria.
Francesca sentiu os lábios se entreabrirem diante do choque e não pôde se furtar de olhar para o membro dele, intumescido e pronto para ela. Beijara John ali uma ou duas vezes, quando se sentira especialmente ousada, mas colocá-lo dentro da boca? Era escandaloso demais. Até mesmo em seu atual estado de devassidão.
– Não – disse Michael, com um sorriso divertido. – Em outra ocasião, talvez. Percebo que será uma aluna de grande habilidade.
Francesca assentiu com a cabeça, incapaz de acreditar no que estava prometendo.
– Então, por ora – disse ele –, estas são as nossas opções, ou…
– Ou o quê? – perguntou ela, a voz pouco mais do que um sussurro áspero.
As mãos dele pararam sobre os seus quadris.
– Ou poderíamos ir direto ao prato principal – respondeu ele em tom de comando, exercendo uma pressão suave mas constante sobre ela, conduzindo-a em direção à prova de seu desejo. – Poderia montar em mim. Já fez isso antes?
Ela balançou a cabeça em negativa.
– Quer fazer?
Ela assentiu. Uma das mãos deixou os quadris dela e encontrou a sua nuca, puxando-a para baixo até estarem nariz com nariz.
– Eu não sou um pônei dócil – avisou ele, suavemente. – Preciso lhe avisar que terá de se esforçar para se manter na sela.
– Eu quero – sussurrou ela.
– Está pronta para mim?
Ela fez que sim.

Quinn, Julia. Box Os Bridgertons (pp. 2128-2129). Arqueiro. Edição do Kindle.

4 – West e Phoebe em Uma Herdeira Apaixonada – a cena em que Phoebe entra no quarto de West quando ele vai visitá-la.

Que calor esse homem literário. Lisa Kleypas se superou nesse espécime. O livro é recheado de cenas maravilhosamente sexies, mas essa é minha favorita.

Phoebe deixou escapar um som agitado e trêmulo, enquanto ele a abria e a acariciava, abrindo os lábios externos com os dedos, suavemente, puxando delicadamente os lábios internos, correndo os dedos pela carne úmida. Ela sentiu o ar frio contra a umidade do próprio sexo, e o calor dos dedos dele enquanto expunham o botão delicado do clitóris. West a provocou devagar até ela ficar com as pernas tensas e se sentir fraca de desejo. A respiração saía ofegante, e ela se apoiou mais nas mãos, desejando desesperadamente ser levada para a cama.
Mas West se aproximou mais, as mãos ajustando o ângulo da pélvis dela, e Phoebe deixou escapar um soluço baixo de surpresa quando sentiu que ele a penetrava com cuidado, preenchendo as profundezas inchadas, abrindo-a com avanços e recuos graduais. O membro rígido fazia movimentos circulares dentro do corpo de Phoebe, provocando uma sensação tão deliciosa que seus joelhos ameaçaram ceder. Ela ouviu a risada baixa dele, que segurou seu quadril com mais firmeza. Quando estava totalmente dentro, West se inclinou por cima dela e sussurrou:
– Firme as pernas.
– Não consigo – disse Phoebe, em um lamento. Todos os ossos de seu corpo pareciam estar derretendo e seus músculos tremiam. A única força restante estava no ponto mais íntimo e profundo de seu corpo, onde ela não conseguia evitar se contrair e atrair a invasão rígida.
– Você não está nem tentando – acusou ele carinhosamente, a boca se curvando contra a parte posterior do ombro dela.
De algum modo, Phoebe conseguiu recuperar a força nos joelhos para satisfazê-lo, e gemeu quando ele começou a arremeter com mais força e mais fundo do que nunca. Cada arremetida provocava um golpe sensual, erguendo os calcanhares dela do chão. Phoebe arquejava e suava e pressionava o corpo contra o dele, as sensações em um crescendo. Os sons dos impactos úmidos repetidos a embaraçavam e excitavam, e não havia nada que pudesse fazer a respeito. Já havia perdido qualquer esperança de ter controle da situação. West deslizou a mão pelo triângulo entre as coxas dela, acariciando a carne pulsante, enquanto segurava um dos seus mamilos e o prendia entre o polegar e o indicador.

Kleypas, Lisa. Uma herdeira apaixonada (Os Ravenels Livro 5) (pp. 242-243). Arqueiro. Edição do Kindle.

3 – Colin e Minerva em Uma Semana para se Perder – a cena em que eles fazem amor com um lençol entre os corpos

Eu chamo de fazer amor porque sim e só minha opinião importa hehe. Essa cena é uber sensual, eu quase passei mal lendo (chama o SAMU!)

Ele se mexeu sobre ela, redistribuindo seu peso. Ele era todo duro, e pressionava a carne macia de Minerva. Os músculos do peito de Colin achatavam os seios dela. Seus joelhos mantinham afastadas as coxas dela. E então aquele órgão duro, pulsante, que ela havia observado e admirado tão desavergonhadamente na noite anterior… Colin o pressionou contra seu sexo. O prazer ferveu dentro dela. Intenso. Consumindo-a. Diferente de tudo que ela conhecia. Ela gemeu, profunda e lascivamente. Porque ela queria mais. Mais daquela dureza, daquele calor. Mais daquela fricção sedutora que a pressionava por cima do tecido frio e macio.
Ele lhe deu o que ela desejava. Colin estabeleceu um ritmo lento e contínuo, indo e vindo sobre ela enquanto beijava seu pescoço e aninhava o rosto entre os seios cobertos.
“Sim?”, ele perguntou, sugando o lóbulo de sua orelha.
“Sim!”
“Mais?”
“Mais!”
“Agora me diga com suas mãos. Segure-se em mim. Mexa-se comigo.”
Minerva agarrou Colin, desavergonhada, deslizando suas mãos pelos ombros dele. A excitação dela cresceu quando sentiu os músculos dele sendo flexionados, retesados sob suas palmas. Ele estava se esforçando tanto, por ela. Tudo por ela. Minerva adorou sentir a força do corpo dele enquanto Colin se mexia sobre ela, se esfregava nela. De novo e de novo e de novo. Não demorou para que ele a fizesse gemer a cada nova e deliciosa estocada. Quanto mais alto ela o chamava, mais retumbante era a resposta dele. O colchão se juntou à sinfonia erótica, rangendo em sincronia com os golpes fortes e ritmados dele. Colin acelerou o movimento, e os pés da cama entraram no concerto, fazendo percussão contra a parede.

Dare, Tessa. Uma semana para se perder (Spindle Cove) (pp. 143-144). Gutenberg Editora. Edição do Kindle.

2 – Edward e Anna em O Príncipe Corvo – quando eles se encontram no Grotto de Aphrodite.

Há duas cenas de arrasar nesse livro, mas essa em que Anna examina o membro de Edward é insuperável. Elizabeth é crua, e eu adoro.

O conde se mexeu e trouxe as mãos dela para a frente da calça. Os dedos de Anna tremeram, mas ela o afastou quando ele tentou ajudá-la. Ela empurrou os botões ocultos em suas casas, sentindo a ereção aumentar debaixo dos próprios dedos; então, enfiou a mão para retirar o que havia lá dentro.
Ele era lindo. Grosso e grande, com veias pulsantes, inchadas, ao longo do corpo do membro. Uma crista inchada. A visão a encheu de calor. Anna emitiu um murmúrio vindo da garganta e abriu a parte da frente da calça até onde conseguiu para que pudesse olhar o peito, a barriga e o pênis dele. Ela adorou a visão: os cachos escuros e crespos dos pelos pubianos, a grossa coluna, que se esticava agora até o umbigo, e, abaixo, o saco pesado com seus testículos. A pele nua reluzia, como se dourada pela luz da lareira.
Ele gemeu e passou os dedos nos cabelos da nuca dela. Delicadamente, empurrou a boca de Anna para o pênis. Por um instante, ela hesitou. Ela nunca havia… Será que ousaria? Então se recordou da batalha entre os dois. Aquilo era apenas uma escaramuça, mas era importante que ela vencesse tudo. Além disso, ficou excitada àquela simples ideia. Foi isso que a fez se decidir.
Cautelosamente, ela segurou sua ereção e puxou-a, trazendo-a para seus lábios. Anna ergueu o olhar. O rosto dele estava corado com a excitação. Ela baixou as pálpebras e envolveu a cabeça do pênis com a boca. O quadril de Edward teve um espasmo quando a língua dela o tocou, e Anna sentiu o triunfo crescer novamente. Ela podia controlar um homem desse jeito. Ela podia controlar este homem. Anna ergueu o olhar mais uma vez. Ele a observava enquanto ela lambia e chupava seu membro viril, e os olhos de ébano reluziam sob a luz da fogueira. Os dedos do conde se dobraram em seu cabelo.


Hoyt, Elizabeth. O Príncipe Corvo (Trilogia dos Príncipes) (pp. 145-146). Record. Edição do Kindle.

1 – Griff e Pauline em Uma Duquesa Qualquer – a cena dos títulos de nobreza.

Eu ainda releio essa cena sempre que posso. Ela está marcada, favoritada, anotada e sublinhada no meu ebook porque Tessa conseguiu construir uma cena absurdamente sexy que perdurou por páginas e mais páginas e que me deixou extasiada ao final. O Duque de Halford é um crush insuperável.

– Quem sou eu? – A voz dele estava tão perto… tão gutural. Os lugares íntimos dela pulsaram como resposta.
– Um duque.
– Que duque?
– O 8º Duque de Halford… Vossa Graça.
O corpo todo de Pauline latejava, pedindo alívio. O membro rijo dele estava tão longo e duro dentro dela… Por que ele tinha parado? Ela movimentou os quadris, tentando fazê-lo voltar a se mexer. Ele continuou imóvel, firme.
– Os títulos de cortesia. Recite-os também.
Oh, Deus.
– Eu não me lembro.
– Eu lembro. Nunca esqueço de quem eu sou. Nem mesmo quando estou dentro de você, e tão desesperado para gozar que poderia explodir. – Ele contraiu os quadris de novo. – Entendeu?
O duque recomeçou a se mexer. Dessa vez o ritmo estava lento, mas implacável. Ele a penetrava com tanta força que um soluço seco escapava da garganta dela a cada estocada.
– Griff – ela implorou.
A “lição” dele era ao mesmo tempo excitante e devastadora. Quando os dois estavam juntos, a sós, Pauline queria que Griff se esquecesse dos 33 degraus que existiam entre eles na escada da Sociedade inglesa. Mas ele não conseguia. Nem ela. A verdade nunca desaparecia.
– Eu sou o Duque de Halford – ele disse, penetrando fundo. Ela fechou os olhos, tentando não chorar. Era tudo demais – a emoção, o prazer… a desesperança. – Eu sou o Marquês de Westmore.
Estocada.
– Sou também o Conde de Ridingham. Visconde Newthorpe. Lorde Hartford-on-Trent.
Estocada. Estocada. Estocada.
– E também sou seu escravo, Pauline.

Dare, Tessa. Uma duquesa qualquer (pp. 213-214). Gutenberg Editora. Edição do Kindle.

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